Bons motivos para ver Sing Street: Música e Sonho

Se você é, como eu, do tipo que curte garimpar o catálogo do Netflix buscando filmes interessantes, Sing Street: Música e Sonho é uma excelente pedida. Uma surpresa agradável no meio de tanto blockbuster sem graça, o filme é uma produção Irlandesa (quem diria né?) cheia de nostalgia e boa música.

O filme não tem um roteiro revolucionário: é a velha história do garoto deslocado que tenta impressionar a garota dos sonhos, e para isso ele resolve formar uma banda e convidá-la para participar de seus videoclipes. A questão é como esses elementos são desenvolvidos que torna o filme essa pérola rara. Sem mais delongas, vamos ao que interessa, você provavelmente vai curtir esse filme se você gosta de:

 

BOA MÚSICA

Não chega a ser um musical, mas a história gira em torno do vocalista de uma banda recém formada, então é claro
que temos muitas cenas em que a música toma o plano principal. Mas isso é muito bem inserido na trama, pois as músicas vão construindo os personagens e cobrindo as lacunas de onde deveria haver uma fala ou sentimento, de modo que não fica nem um pouco cansativo conferir os cerca de cinco videoclipes inseridos no filme. E apesar das músicas autorais, há uma forte influência do cenário musical da época, com referências a Duran Duran, The Clash, Genesis, The Cure entre outros. E ah, a música tema do filme é do Adam Levine!

 

REFERÊNCIAS, MUITAS REFERÊNCIAS

A história se passa em 1985, então não é raro que muitos elementos da década de 80 sejam homenageados no filme em forma de referências, as vezes bem explícitas e as vezes nem tanto. De certa forma, tudo que fez grande sucesso na cultura pop encontra um jeito de ser homenageado no filme, desde as roupas, penteados e gírias até mesmo filmes e seriados. Um bom exemplo é o primeiro filme da saga De Volta para o Futuro, que foi lançado no mesmo ano em que se passa a história. E embora o filme tenha sido lançado em dezembro (o que tornaria as referências ao filme anacrônicas), a gente deixa essa passar pelo belíssimo trabalho de referência que foi feito na cena ao lado, por exemplo. Nesse contexto está rolando um baile de formatura, e é no estilo dos anos 5o, como no filme. No entanto, essa sequência curta ai do lado foi gravada para ficar EXATAMENTE como a do filme original. Bacana né? Uma homenagem e tanto.

PERSONAGENS CATIVANTES

Como eu já disse acima, o roteiro não é dos mais originais. Praticamente qualquer filme com a temática colegial da década de 80 apresenta basicamente a mesma estrutura e no entanto Sing Street consegue te apresentar personagens tão cativantes que as quase duas horas de filme não são capazes de explorar todo o seu potencial. Ficamos então com Cosmo, um protagonista adolescente que constrói a sua personalidade no decorrer do ano letivo, com ajuda de seu irmão mais velho, um rapaz que aparentemente desistiu de seus sonhos e hoje vive amargurado. O interesse amoroso, Rafina passa de uma menina sofrida com desejos simples de sucesso para uma personagem complexa e incapaz de aceitar suas derrotas pessoais. Cada integrante da banda é um tesouro a parte e até o clássico bully, que inferniza a vida do protagonista, consegue te fazer olhar as coisas de uma maneira diferente no final.

PLATAFORMA DROPS

Sim! Se você também adora ouvir o Bergs e seus convidados falando sobre cinema, você pode ouvir o novíssimo episódio sobre Sing Street AQUI. Nesse Drops o convidado foi o patrão, ele mesmo, o Nissim Lemos. O episódio está bem leve e descontraído e o que é mais importante SEM SPOILERS graves sobre o filme. Ou seja: dá pra ouvir antes mesmo de assistir. Mas se você é do tipo que prefere ver o filme antes, vai lá no NETFLIX e depois comente com a gente o que você achou dessa pérola pop.

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