[CRÍTICA] Esquadrão Suicida (Sem Spoilers)

E mais uma vez aqui estou para bancar o critico de cinema…

O que dizer desse filme do Will Smith e sua trupe que eu conheço a tão pouco tempo e já considero pakas? Vamos ao que realmente interessa, uma critica sucinta, breve e SEM SPOILERS, vem com o titio que vai ficar tudo bem.

Esquadrão Suicida é oficialmente o terceiro filme do universo cinematográfico da DC, por mais que os executivos da Warner Bros. afirmem o contrario, Man of Steel é sim o grande pilar inicial da coisa toda.

A ideia de reunir vilões para realizar missões suicidas em troca de redução em suas penas, é conceito bastante interessante, porém quando a missão acontece em função da ideia de reunir vilões para realizar missões suicidas em troca de redução em suas penas, a coisa fica totalmente sem sentido. O que me leva ao primeiro ponto, o roteiro raso e totalmente desconexo com a ideia de um universo compartilhado.

O filme começa com a tentativa frustrada de apresentar individualmente os personagens. A impressão que eu tive foi a de estar assistindo ao episodio piloto de uma série genérica qualquer, onde cada personagem é introduzido com uma cena de efeito que deixa “claro” a personalidade de cada um. O que não seria problema se fosse algo bem executado, porem o uso do “Super Trunfo” da DC me incomodou bastante.

O inicio desconexo e atrapalhado é “compensado” com um segundo ato cheio de rock and roll, tiroteio e pirophagia. E aos trancos (divertidíssimos por sinal) o filme entrega um terceiro ato cheio de soluções mirabolantes e um bound entre os personagens que nem o final de Friends conseguiu me passar.

No que diz respeito à atuação, o grande destaque fica mesmo nas mãos de Viola Davis, a atriz conseguiu entregar uma Amanda Waller bastante fiel, ela estava realmente metendo o terror na galera. Vale ressaltar também o desempenho de Will Smith interpretando ele mesmo. Temos também Margot Robbie entregando o que a Warner vendeu durante todo o tempo, uma personagem fragilizada e totalmente hiper sexualizada (Falamos sobre isso no PlataformaCast #36).

Reservei um paragrafo aparte para falar sobre o Coringa, o personagem que dessa vez é interpretado por Jared Leto, e que tem teve tão pouco tempo de tela que fica difícil julgar, mas confesso que esperava muito mais. Prepare-se para ter que engolir algumas cenas bem forçadas quando o personagem em questão aparecer. O estilo “Gangsta” conversa com a atmosfera do filme, mas não da sustentação ao personagem, o que causa uma estranheza já esperada em função dos 354 trailers anteriores.

Aparentemente o diretor David Ayer não é um cara tão dark e malvadão quanto seu colega, o visionário diretor de 300, Zack Snyder. O filme é engraçado e tem boas piadas, o que para muitos é sinal de esmorecimento e marvetização, mas que na minha opinião é um artificio que deve sim ser usado, afinal de contas, ninguém aguenta ficar duas horas de cara fechada no cinema enquanto meta-humanos fantasiados sem enchem de porrada.

A trilha sonora é muito boa, cantarolei todas as musicas, e o conceito de pequenos videoclips de ação e tirambança ao som de Black Sabbat, Creedence Clearwater, The Animals entre outras bandas, funcionaria muito bem se tudo aquilo ali não fosse um FILME!!!

Não vou abordar a motivação pessoal dos personagens, que é quase nula. Mas o que posso adiantar é que a “trama”, que gira em torno de um joguete politico que visa proteger o mundo da ameaça criada pelo descobrimento de seres superpoderosos vivendo entre nós. O vilão, ahhh o vilão… Não da pra falar sem dar spoiler, o que é uma pena.

Vou dar uma alfinetada dizendo que Esquadrão Suicida é sim um “Gardiões da Galaxia Wanna Be”, mas falha tristemente na apresentação dos personagens, no desenvolvimento da trama, na importância para o universo compartilhado e na ideia de criar uma identificação entre publico e personagens.

Resumindo, o filme não é nada além de um pipocão meio chato de engolir no inicio, mas que vai ficando legal no desenrolar da historia. Vou concluir com uma reflexão que fiz assim que sai da sessão. Esquadrão Suicida é ruim, porem divertido, mas é ruim, porem divertido”.

Nota:

Vai ter PlataformaCast de Esquadrão Suicida!
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Sobre Nissin Lemos

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