O que ler? The Wicked + The Divine

Meu deus, leiam esse negócio!

Lembram que eu paguei um pau tenso pra Crianças do Crepúsculo? Lembram que eu falei super bem de Art Ops? Então, The Wicked + The Divine está muito acima dessas duas HQs.

Um dia desses estava fuçando nos quadrinhos, e pensando no que poderia ler e tals quando
vejo essas capas, embora sejam bastante detalhadas, achei uma ideia meio minimalista de colocar a cara dos personagens, sem muita firula.

Lendo a sinopse, vi que o título era da Image, nunca ouvi coisas muito bo
as da editora, na verdade sempre citavam que era massaveio e não tinha muito conteúdo, mas o plot me instigou bastante à leitura. A cada 90 anos doze deuses de panteões diferentes incorporam humanos, eles são amados, eles são odiados, e em dois anos morrem. Vai falar que pelo menos a ideia não é interessante?

Como adoro ver a mitologia sendo emprestada para historias atuais precisei ler pelo menos o começo da saga. Não foi muita surpresa quando descobri que o time responsável pelo quadrinho, Kieron Gillen e Jamie Mckelvie, eram também os responsáveis por Jovens Vingadores (Young Avengers), HQ que tinha gostado bastante, embora a história fosse meio méh. Também descobri que a saga ganhou um prêmio Eisner em 2015, por melhor colorista, melhor artista e melhor nova série, e isso impeliu-me aindwicked1a mais para a leitura.

Pense assim, uma entidade imortal, Ananke, a cada 90 anos é encarregada de procurar pessoas, no mundo todo que serviriam de receptáculos para doze deuses aleatórios de panteões distintos. Quando os acha, os transforma em deuses e explica a condição de que o corpo morrerá em dois anos, e a partir daí, YOLO, os deuses vivem a vida ao máximo.

Cada deus possui um poder diferente, a Morrigan por exemplo, cura e controla uma revoada de corvos, o Bafomé bota fogo nas pessoa, o Dionísio tem uma droga louca que deixa todo mundo ao redor dele feliz, e por ai vai.

Isso já te deixou super interessado na HQ? Espera aí, tem mais coisas dentro desse bolo de referências religiosas. Não contente com simplesmente usar da mitologia e fé para compor seus personagens, Gillen decide que cada deus é fisicamente ligado com algum artista da atualidade. Lúcifer é uma mistura de David Bowie e Madonna, Inanna é claramente o Prince, Perséfone bebe da fonte de M.I.A., cada um dos protagonistas é fisicamente alguém conhecido, o que torna tudo mais psicodélico e interessante.

O quadrinho ainda conta com uma trilha sonora feita no spotify, que segundo os autores, ajudou a desenvolver toda a história.

The Wicked + The Divine é um must read e um possível clássicos tempos modernos, com uma história super envolvente e suporte crossmedia para os aficionados em música.

Link da playlist no spotify:

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