Dez Histórias para começar a ler Quadrinhos PARTE DOIS

Começamos uma nova saga de hqs aqui no guia da leitura, no nosso primeiro post citamos dez histótorias introdutórias, com o conteúdo mais leve e de melhor assimilação(que você pode ver se clicar aqui). Mas agora entraremos de verdade no reino das hqs. As hqs intermediárias já levam um pouco mais a risca essa historia de ficção e grandes sagas dos super heróis. As histórias que escolhemos foram pensadas para que não sejam leves demais, mas para que também você não necessite ser um desses leitores que está há 10 anos acompanhando a editora x ou y. Espero que se divirtam (:

Filosóficas

Saga

Saga é uma Graphic Novel lançada pela Image em março de 2012. Com o roteiro de Brian K. Vaughan e a arte de Fiona Staples, a história fala sobre o amor impossível de um casal de raças opostas ambientado em uma Guerra intergaláctica. Saga é considerado uma Space Opera, just like Star Wars. Vaughan usou de suas experiências pessoais para criar o relacionamento do casal e de pai e filha encontrados no romance. A história é narrada por Hazel, a até então não nascida criança que também protagoniza a trama. Alanna, sua mãe era uma guerreira  e seu pai Marko um prisioneiro de guerra feito por ela. Porém Alanna e Marko acabam se apaixonando e gerando assim uma filha. A luta dos dois é para fugir do exercito de seus planetas que nunca aceitariam um bebê mestiço. Vemos várias referências ao amor impossível de Romeu e Julieta e se formos pensar sobre a ambientação, nos remete aos conflitos da Palestina e Iraque, onde um exército retém poder bélico inúmeras vezes maior que outro. A série é constantemente comparada pela crítica com Game of Thrones e Senhor dos Anéis também.

Retrata diversidade étnica, sexual e comportamento de gênero entre outras temáticas polêmicas vista nos quadrinhos atualmente.

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Coraline

Coraline é um livro escrito por Neil Gaiman em 2002 e publicado pela Bloomsburry. Em 2008, devido ao sucesso da obra, ela foi adaptada para uma Graphic Novel publicada pela Editora Rocco com a arte de P. Craig Russell e mais tarde, em 2009 se tornou um filme feito em Stop Motion distribuído pela Focus Featured. Só pela trajetória de adaptações em várias mídias já se nota que a obra é muito querida pelo público, isso sem falar no nome do Autor, um dos maiores quadrinhistas e escritores contemporâneos. Mas o PG não contente, irá mostrar a você a história incrível por trás do título.

Coraline Jones é uma criança que se muda com os pais para uma nova casa. A menina acostumada ao agito de sua vida na cidade anterior se vê extremamente entediada com uma vizinhança pacata e escola nova na qual não conhece ninguém. Crianças são cheias de energias e tem uma imaginação muito fértil e Coraline não seria diferente. Logo que chega faz um amigo que a menina não acha suficientemente denso para suprir seu interesse. Ela decide então explorar sua vizinhança ao que se encontra muito mais decepcionada que antes. Tentando descobrir algo intrigante em sua casa, encontra uma porta trancada e sem chave. Que vira eu objeto de sua obsessão. Atrás da porta Coraline encontra um mundo completamente diferente e ao mesmo tempo igual ao seu, melhor que o seu. Com as mesmas pessoas e ambientes em versões magnificas. Alí todos seus vizinhos possuem historias interessantes e seus pais não estão ocupados demais para ela e a dão toda atenção e mimos que qualquer criança sonha em ter.

O problema é que para ficar permanentemente nesse mundo Coraline precisa fazer pequenos sacrifícios.

Vemos muitas referencias a literatura clássica, como o Magico de Oz, Alice no Pais das Maravilhas e o O Labirinto do Fauno. E claro que cada adaptação ganha novos fatos ou até mesmo omite alguns, mas com certeza todas as três valem a pena ser consumidas. Existem várias várias teorias por fora da história como creeypastas e analogias à MK Ultra, se você gostar da história e se interessar por teorias da conspiração vale a pena dar uma olhada nesse “conteúdo extra”

Coraline

Walking Dead

Lançada em 2003 por Robert Kirkman e Tony Moore como desenhista. O titulo é publicado pela Image Comics, editora que Kirkman faz parte como sócio (não co-fundador), a série não fez grande sucesso em seu começo, mas as vendas se mantinham e iam aumentando gradativamente ate que em 2006 ocorreu um grande boom, e o mundo começou a enxergar o potencial de Walking Dead. Devido a conflito de interesses, Tony teve de deixar o título na sétima edição e foi substituído por Charlie Adlard. Tony continuou apenas desenhando as capas, e isso até a edição 24.

Para aqueles que não conhecem a premissa da obra, ela narra a história de um apocalipse zumbi, mas faz isso de uma forma nunca vista antes. Devido ao tempo que o criador teve para desenvolver seus personagens em uma serie continua, Walking Dead se tornou muito mais do que uma simples historia de zumbis, aqui não vemos rápidos capítulos sobre como o futuro da humanidade esta nas mãos de alguém ou sobre como sobreviver ate chegar em um lugar seguro e esperar o governo resolver o problema, não. Aqui eles sabem que o mundo que eles conheceram um dia não existe mais. Que a nova ordem mundial é outra, e que eles precisam sobreviver nessa realidade porque agora é assim que as coisas são. Vemos os personagens crescendo e adotando posturas diferentes, aprendendo a conviver com seres que querem comer suas carnes, e a pior parte é que esses seres não são o perigo real. Em Walking Dead o maior perigo são as pessoas. O mundo mudou mas o ser humano continua um porco egoísta capaz de fazer qualquer coisa pra conseguir o que quer, a diferença é que agora o que impera é a Lei de Talião, não existe mais governos ou órgãos aos quais recorrer, você esta sozinho agora e terá que tomar suas próprias decisões para se manter vivo. Boa sorte.

todo mundo se fudeu nessa porra aqui

 

Marvels

Marvels é possivelmente a minha história em quadrinhos preferida na Marvel inteira. Com o roteiro de Kurt Busiek e o traço do aclamado desenhista Alex Ross, Marvels foi uma história lançada pela Marvel Comics em 1994. Teve cinco edições e foi publicada mensalmente antes de virar encadernado.

Fala sobre o dia a dia do fotojornalista Phil Sheldon desde o incio de sua carreira, é ambientada entre 1939 quando a editora ganhou vida até 1974. Contando através das lentes de suas câmeras e sua narrativa jornalistica, todos os maiores fatos do universo Marvel até então. Passando por toda editora desde o incio, com o Tocha Humana ainda como vilão até a morte de Gwen Stacy, uma das maiores sagas do carro chefe da Marvel, o amigão da vizinhança.

Vemos nos relatos de Phil toda a empolgação, sonhos, dor e medo que qualquer pessoa real teria se vivesse em um mundo onde super humanos salvam o dia, vemos as divergentes opiniões sobre a conduta dos super heróis e o preconceito estampado na sociedade a cerca dos mutantes, vemos a cobrança e também a gratidão emitida pela população nos super seres. Nós sentimos por um breve segundo (porque você devora a história tão rápido quanto consegue imaginar) mais dentro do universo Marvel do em qualquer outra. Marvels começou como um simples projeto de compilação de grandes feitos dos heróis da Marvel através dos olhos de cidadãos comuns, mas ganhou escalas gigantescas e ótimas histórias então Kurt se viu obrigado a criar uma ligação entre todas elas, não só isso, mas também chamar o desenhista melhor conceituado para assumi-la.

Tudo que vai para as mãos de Alex Ross, você pode ter certeza que se torna um clássico (menos Watch Dogs, mas não foi pela questão do enredo, o jogo que foi mal desenvolvido mesmo).

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Joe, o bárbaro

E chegamos à mais uma história do aclamado Grant Morrison, um dos melhores escritores e mais egocêntricos dos século XX e XXI, competindo apenas com Allan Moore no quesito babaquice. Joe, the Barbarian foi a primeira história da Vertigo que li. Por causa dela comecei a comprar a mensal que mais me proporcionou felicidade na vida inteira. Agora peço um minuto de silêncio devido ao cancelamento de sua publicação pela Panini.Joe 1

Vamos lá. Joe, o Bárbado é um história em quadrinhos com oito edições, publicada pela Vertigo em 2010. Com o roteiro de Grant Morrison e a arte de Sean Murphy (meu desenhista favorito, aliás) conta a história de Joe, um adolescente que sofre de Diabetes tipo 1, quando seu organismo não produz açúcar suficiente ele causa hipoglicemia, devido a essa condição, quando o garoto se encontra em crise ele começa a ter um certo tipo de alucinação.

A história se passa pouco tempo após ele receber a noticia de que seu pai morrera na guerra. O garoto decide ficar em casa em uma tarde chuvosa e ignorando as recomendações da mãe de preocupação com o horário de suas refeições o menino mostra certo descaso pela sua condição médica. A obra faz uma sobreposição à realidade, sua mente transforma sua casa em um reino cheio de perigos e conflitos políticos, onde ele vê seu rato de estimação, Jack virar um guerreiro salvador do povo oprimido, Joe então se torna seu fiél escudeiro. É uma forma de retratar a jornada do crescimento pela qual toda criança passa enquanto amadurece.

A vida de Joe é vista como uma profecia para seus brinquedos, o que o coloca em posição de Messias nesse novo
mundo que precisa ser liberto das mãos de seu grande opressor. Ao mesmo tempo que dentro da alucinação o menino luta como combatente do mal, na vida real ele encontra diversas dificuldades físicas para chegar à cozinha e conseguir comer algo para que sua doença não o faça desfalecer ou algo pior.

É interessante notar que fatos insignificantes do mundo real de onde Joe vem, interferem de forma catastrófica no mundo de seus brinquedos. Como por exemplo um vazamento na banheira virar um extenso rio e a escada se tornar uma enorme colina a ser conquistada.

Ação

Guerra Civil

Guerra Civil é uma história da Marvel Comics publicada em 2006, com o roteiro de Mark Millar e a arte de Steve McNiven. Essa é a história que provoca a separação do universo Marvel.

hq-guerra-civil-capa-dura-marvel-mark-millar-steve-mcniven-588711-MLB20642100511_032016-FTudo começa quando um dos fugitivos da Balsa, Nitro, tenta fugir de ser pego e colocado na cadeia novamente, para escapar ele causa uma explosão enorme que destrói uma escola matando centenas de pessoas. Depois desse desastre
a população fica alastrada com o tamanho do prejuízo, principalmente psicológico que cai sobre a cidade/pais/mundo. Devido a esse desastre um importante assunto foi mencionado no Congresso Nacional Americano, sobre um tipo de lei que regulamentaria os super heróis, um registro de super humanos.

Acontece que muitos desses super humanos são super heróis e a maioria deles possuem identidades secretas para que seus vilões em potenciais não encontrem onde moram, suas famílias, entes queridos e etc.

Alguns dos heróis melhores conceituados concordam com a iniciativa, ouros não só concordam como decidem vestir a camisa e promove-la para que entre em vigor mais rápido. Porém há também aqueles que não podem abdicar de suas vidas por um fato isolado, por mais dor que aquilo lhe causasse. Então começa uma guerra entre todos os super humanos, um lado luta pela maior abrangência de segurança através do registo e outro pelo direito de sigilo.

Essa é uma das minisséries mais consagradas da Marvel e ganhou visibilidade ainda maior devido ao filme, mas como todas as adaptações estão sujeitas a não serem 100% condizentes com os quadrinhos  sempre vale a pena ler a história original.

 

Superman – Terra Um.

Pra quem não sabe o trunfo da DC COMICS é sempre poder transitar pelo seu Multiverso. Uma das coisas mais queridas pelos seus leitores é o poder que a editora tem de mudar traços na personalidades de seus heróis envolvendo mundos paralelos, e agora vamos falar sobre uma Terra mais realista da DC, uma terra mais politizada, mais fria. A Terra 1.

O primeiro encadernado que saiu dela foi o do Superman, depois Batman e agora estamos esperando o da Mulher Maravilha que virá com o roteiro do Grant Morrison e estou ansiosíssima para tê-lo em mãos. Dada essa introdução, podemos começar…

Terra 1 é um encadernado da DC Comics, publicado com o roteiro de J. Micheal Straczynski e a arte de Shane Davis,  conta um nova origem do Superman, alguém que pode voar, tem uma velocidade inacreditável, e solta raios pelos olhos. Um verdadeiro Deus entre os humanos e mesmo assim se sente mais solitário que nunca. A maioria de nós jovens de vinte e poucos anos ainda estamos tentando nos descobrir, passamos pela nossa jornada de amadurecimento, e com Clark não é tão diferente. Ele precisa decidir o que quer fazer da vida, como vai lidar com seus poderes, se quer escondê-los ou não e se realmente vai passar horas do seu dia tentando salvar pessoas que não significam nada para ele, sentimentalmente falando. Vemos aqui a versão mais falha, mais humana, menos iluminada do homem mais poderoso do mundo. E o que ele vai fazer como homem a mercê de cometer erros com toda essa responsabilidade que insistem em atribuir para ele.

O interessante é que aqui começamos a pensar que o trabalho do Superman não é exatamente tão altruísta quanto pensamos, uma vez que é por causa dele que grandes ameaças chegam à Terra.

Muito desse encadernado foi usado no filme “Homem de Aço” de Scott Snyder como referencia à adolescência do jovem kriptoniano.

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Betman – Terra 1

Batman – Terra 1 faz parte do mesmo universo que o Superman citado anteriormente, com o roteiro de Geof Johns e a arte de Gary Frank. Como disse que aqui é uma Terra mais realista da DC, vemos isso ser empregado no Batman também. Vemos seus primeiros dias de ronda noturna e a dificuldade que o encapuzado sente com as acrobacias e o porte físico necessário que um vigilante deve ter. Sua mente também não está tão afiada e ele ainda não é o maior detetive do mundo. Vemos o Batman como o homem que ele realmente é e não o Deus com a inteligência acima de todos da Liga da Justiça.

Vale a pena, pois como ele é um homem comum e falho, temos uma noção dos seus sentimentos reais e pra quem lê Batman sabe que esse vislumbre é raro. Vemos também a relação do jovem patrão Bruce e Alfred se estabelecer e como é de verdade a vida de um ex veterano de guerra que decide ser tutor e mordomo de um jovem mimado que perdeu os pais e não sabe como lidar com isso.

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Vampiro Americano

Vampiro americano é uma série da Vertigo que com certeza divide bastante o publico. Antes vampiros eram vistos como seres diabólicos com pactos satanistas, mas depois do “best seller” Crepúsculo, a ideia de todo mundo mudou   a respeito dessa raça milenar e simplesmente eles desceram na opinião do púbico sendo rebaixado a um conteúdo muito mais leve, porém, Vampiro Americano nos mostra uma realidade diferente. Nem os satanistas clássicos e nem os príncipes românticos. Vemos uma história de dois personagens super “carismáticos” cada um de sua forma que são hora limitados, hora melhorados por sua condição.

Escrito por Scott Snyder, com a arte de Rafael Albuquerque e leves pinceladas de Stephen King, Vampiro Americano conta a historia de dois personagens. Um cowboy red kneck  do Velho Oeste, Skinner Sweet. Ladão da pior laia, enganador e esperto demais pra sua época. Com ele nasce uma nova raça de vampiros. Aqui não vemos uma divisão de clãs como é mais comum, mas sim uma divisão biológica.  Que influencia na condição física e espacial dos indivíduos. Exatamente como as nacionalidades humanas, temos os europeias, asiáticas, americanas, etc… E com os vampiros é exatamente da mesma forma. Sua condição física  interfere nos atributos e defeitos que vem com a maldição do sangue. A maior parte dos vampiros são europeus e e quando um americano é mordido ele desenvolve uma nova raça. O Vampiro Americano.

A outra personagem é uma jovem melindrosa dos anos 50, Pearl Jones. Uma garota cujo o sonho é ser atriz, que por azar ou sorte, mas eu acho que é azar mesmo acaba se tornando parte do banquete destinado aos bebedores de sangue da alta sociedade. Porém, antes disso ela se depara com o rude Skinner que por algum motivo se encanta com o atrevimento da moça. Então depois que seu corpo é jogado em uma vala para podrecer, Skinner tem a brilhante ideia de a transformar sua descente e amaldiçoar a vida da jovem para sempre.

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Wanted

Wanted foi uma Hq escrita Por Mark Millar e saiu originalmente em sete edições. O filme e a hq tem pouco em comum, principalmente quando falamos sobre os “vilões” a serem encontrados, mas a premissa é a mesma, um cara com um emprego horrível se sentindo completamente infeliz percebe que sua vida tediosa não precisa ser assim para sempre uma vez que descobre ser filho de um dos maiores assassinos do mundo.
                O filme foi lançado em 2008 com a tradução do título “O Procurado”, foi adaptado por Chris Morgan, Michael Brandt e Derek Haas e em seu elenco encontramos Angelina Jolie, James McAvoy e Morgan Freeman.
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