Plataforma 2.0 #2 – Morte

No ar mais um episodio do Plataforma 2.0!

Tamanho: 52,9 MB  |  Duração: 77 min  |  Tema: Morte

Host e Editor: Nissin Lemos
Integrantes : Berg’s e Anderson Souza

 

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Sobre Nissin Lemos

My name is Peter Parker, and I’ve been Spider-Man since I was fifteen years old.

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  • O Nissin conta sobre a piada de Alzheimer, mas como bisneto de alguém que teve e neto de dois avôs que têm a doença, acho fácil dizer que é mais fácil ter Alzheimer do que ser parente de um e, pior, quem convive. Quem mais sofre no fim das contas é quem tem que cuidar, quem vê ali no dia-a-dia. É difícil. Entre todas as coisas, é fácil perder a paciência, tratar mal e é extremamente normal sentir culpa. Você sabe o que está acontecendo, o doente não. É foda.

    Com um pouco de distância, que é meu caso, o Alzheimer é uma doença em que, depois que a pessoa se vai, é fácil. Minha bisavó pelo menos, evanesceu ali na nossa frente. Com pouco tempo ela já não sabia e não queria a gente por perto(na verdade, ela já nunca foi muito legal conosco). Então a pessoa morre aos poucos, mas com o corpo sadio. Meu avô materno não sabe quem eu sou. Eu tenho que dar “oi vô” todas as vezes que o vejo pra conseguir dar um beijo e um abraço nele, pq de outra forma ele vai me dar a mão pra apertar. Ele mora com minha mãe que ele nem sempre sabe quem é.

    É triste, mas é menos triste do que artrite. Minha avó ficou 15 anos de cama. Ela torcia pra morrer todos os dias nesses 15 anos. Orava e pedia a deus “por favor, me leva pra junto de ti hoje”. Nesses 15 anos ela teve o corpo todo deformado. Tinha movimento no polegar da mão direita e no indicador da esquerda. A dor era constante. Perdeu a visão de um dos olhos, passou a não sentir mais o sabor dos alimentos. Tomava cerca de 60 cápsulas de remédio. O de artrite dava dor de estômago, o remédio pro estômago dava dor de cabeça o de cabeça fazia mal pro intestino e a lista é interminável.

    No próximo episódio do Ergo eu trato do mesmo assunto (coincidência), mas de outro aspecto. Meu medo de ficar velho é ficar como qualquer uma das minhas avós. Quando a gente precisa de cuidado e ainda assim precisa cuidar de alguém ou quando a gente precisa de cuidado constante pq não consegue nem urinar sozinho. Foda.

    Engraçado que eu sou como o Nissin. Eu acredito nas minhas paradas, mas quero deixar elas de lado agora. Não quero pensar no além vida. Inferno e Céu eu não acredito que existam. No que eu creio? Quando que eu for eu me vejo com isso. Por ora, quero fazer como o Nissin disse e aproveitar as coisas que a vida me dá.

    Obrigado por esse episódio.

    • Anderson

      É foda mesmo cara. Ver os parentes ou amigos passarem por sofrimento por causa de doenças e ver eles se debilitando cada vez mais é realmente muito complicado.

      Ficamos felizes que vc tenha curtido o episódio.Valeu mesmo por compartilhar suas experiências. Um abração brother

    • Que depoimento foi esse em Léo! Faz isso não mano kkk
      Mas eu te falo uma coisa, tentar levar ao máximo que conseguir essa fase com naturalidade pra não sofrer tanto.

      • exato. Deixamos as sementes por aí durante a vida. Se for deixar pra fazer isso no final, há uma chance infinitamente grande de dar errado. Com sorte ficaremos velhos e é sim importante a gente se preparar pra isto, mas mais importante é se conformar com as leis da vida. se muito dermos, talvez, consigamos de volta. Quem sabe?

  • Gharcia

    Olá PlataformaCasters!

    Em primeiro lugar, quero agradecer por compartilhar as histórias de vcs.
    Eu realmente gostaria de não ter nada depois da morte… parece mais fácil ter um fim.
    Mas tenho a impressão de que voltar pra cá, reviver um tanto de coisas, experimentar outras tantas perdas, deva ser a pior coisa que o universo poderia fazer. Então deve ser o sistema de reencarnação pq, né? Não tem nada fácil.

    Minha mãe faleceu a poucos anos, e ela tinha 84 anos. Então pudemos compartilhar coisas durantes bom 30 e poucos anos… não me arrependo de nada e fico feliz de ter vivido com ela. De vdd, era algo que filhos temporôes deveriam esperar…

    Meu pai tem Alzheimer.
    Não é tão legal… ele não sabe onde mora. Ele não reconhece ninguém.
    Ele passa os dias preocupado com onde ele vai dormir e como ele vai fazer pra comer…
    Mesmo que eu esteja ao lado dele todos os dias. Ele não se lembra que já se aposentou, e, por mais que não tenha me criado, tem ao menos um filho pra cuidar dele.
    Ele esquece que poderia viver uma vida tranquila. E vive um inferno todos os dias, procurando por algo que conheça… que lhe seja familiar… é triste.
    Aguardamos a partida dele, sabe-se lá quando, e tentamos deixar a vida dele digna.

    Ah, grato mesmo pelo cidadão abençoado que pediu pro amiguinho parar de espancar o prato com os talheres. Minhas orações por vc.

    Se cerquem de pessoas queridas. Elas serão importantes nos momentos de perda.
    Nota: Gosto desse formato…

    Opa: Indico “Ergo” e Indico “A Terapeuta”. Ótimos de ouvir e refletir.
    Ah! Eu tenho dado risadas com “O Homem que Mordeu o Cão” e o “Falhando no Amor”

    Abraços e Sucesso!

    Ah cara… tudo de bom pra alma que coloca Xanadu no final pra tocar até o final… valew mesmo. De coração.

    • Salve Gharcia!
      Meus sentimentos pela sua mãe, já passei por isso e não é nada legal.
      Enquanto ao seus pai, o jeito é cuidar bem dele e esperar que o seu dia chegue da forma mais tranquila possível ( se é que tem uma forma assim).
      O importante é estar com a consciência tranquila sabendo que fez sua parte como filho e passando os ensinamentos á diante.

      Obs: O Ergo eu acompanho de perto e tenho muito orgulho desse projeto do Leandro.
      um grande Abraço.

      • Gharcia

        Meus sentimentos pra ti também.

  • introdução no melhor nível White People Problems cast

  • Felipe Silva Santos

    Dei o play nessa budega, esperando um monte de piada com a mina de capuz preto e me deparo com um cast de certa forma mais intimo, com depoimentos carregados de sinceridade e compartilhando sentimentos que muitos de nós acaba se solidarizando por ter experiências parecidas, o que acaba aproximando ainda mais os ouvintes.
    Esperei um monte de palhaçada e encontrei algo que me tocou, confesso que me emocionei nesse programa de verdade.

    • tamo junto Feliperaaa… Vai ser nessa pegada!