Gosto se discute, sim #01 – Stranger Things

Na ultima semana a internet foi inundada com comentários, postagens, montagens e até podcasts sobre a mais nova série original da Netflix: Stranger Things.

Mas o que foi que aconteceu que deixou todo mundo pirado desse jeito? Até parece um crime quando você diz que não sabe o que é esse trem esquisito. E o que foi que nos deixou tão apaixonados por essa mini série em oito capítulos? Vamos jogar um pouco de conversa fora para falar dessa produção dos irmãos Duffer.

 

Ode aos anos 80

Ah, os anos 80. A gente pode até fingir que não, mas somos crias – diretas ou indiretas – desta que foi a década nerd por excelência. É por isso que nos emociona tanto quando vemos isso retratado na telinha. É como se pudéssemos viver todo aquele hype que eram as coisas que a gente ainda gosta tanto. E para aqueles que ainda não eram nascidos na época, é uma oportunidade de rever e imaginar tudo aquilo que gostamos em sua origem. Os anos 80 são o berço dos nerds e geeks e tudo o que a gente queria ver está lá:

Fireball nesse monstro!
Fireball nesse Demogorgon!

Temos o clássico RPG de mesa, aqui representado pelo Dungeons & Dragons. As bicicletas estilosas, as roupas e marcas da época – que ainda influenciam a moda atual, e claro, como não poderia faltar, a música.

 

A trilha sonora

Bom, primeiro vamos falar dos clássicos da década. Temos grandes sucessos tocando como Jefferson Airplane, Modern English, Foreigner, Joy Division, New Order, Dolly Parton e claro, The Clash com a sua famosa Should I Stay or Should I Go que acaba por se tornar o bound que temos entre nós e o Will, o menino perdido.

Além dos clássicos, digno de nota é a soundtrack de fundo e da abertura, que traz aquela sensação de programas de suspense antigos, como The Twiligh Zone ou Goosebumps.

 

As referências

Outra coisa que não só a música faz, mas também a fotografia e o roteiro coroam lindamente. A série faz referências à cultura pop da época a todo instante, seja através de pequenos easter eggs na cena ou até mesmo a identidade visual de alguns personagens.

Hey Will, Marty McFly ligou e quer suas roupas de volta!
Hey Will, Marty McFly ligou e quer suas roupas de volta!

E as referências visuais não param aí, pois a todo instante temos outros filmes, séries, games e desenhos sendo homenageados nas falas e nas ações dos personagens. Como não ver o grupo de jovens partindo em uma aventura e não se lembrar dos Goonies? E como não pensar em E.T. naquela cena?

 

O elenco

Wynona Rider, onde estava você? Sentimos saudades. Além da grande queridinha de filmes estranhos, também gostei da escalação do Dalton Vigh David Harbour como delegado canastrão e a melhor parte: CRIANÇAS!

Isso pode parecer bobo, mas a escalação de crianças reais para os papéis principais traz de volta aquela sensação de filmes dos anos 80, quando os atores tinham a idade bem próxima de seus personagens, em contrapartida ao costume atual de contratarem atores mais velhos para interpretarem adolescentes (Estamos de olho Tobey Maguire).

E vamos combinar que a atuação dessas crianças é destruidora (A Millie Bobby Brown, de longe melhor que o Peter Parker do Tobey Maguire).

Dustin, melhor personagem.
Dustin, melhor personagem.

 

Timming

A série acerta direitinho no timming, lançada na década atual, onde tudo o que faz referência aos anos 80 é aclamado sendo bom ou ruim, acerta também no ritmo dos episódios, que são alucinantes. Eu mesmo não consegui deixar nenhum para outro dia, assisti aos oito de uma vez só, porque era simplesmente impossível parar de ver. Além disso, o arco dramático acertou no número de episódios: nem muito nem pouco, o suficiente para desenvolver uma boa história sem abusar da boa vontade do espectador e nem deixar muita coisa para trás

 

O gancho final e a ZONA DE SPOILER!

O parágrafo abaixo contém spoilers sobre o final da série, se quiser ler basta selecionar o texto (que está branco para evitar leitura acidental):

[SPOILER]

A série acaba com muitas perguntas a serem respondidas e isso, claro, segura o espectador na cadeira e o deixa com aquele gosto de quero mais. Porque o chefe de polícia está colaborando com o governo? Para quem ele deixou aquele waffle? Estaria Eleven viva de alguma maneira? O que diabos acontecerá com Will na próxima temporada?

Eu, particularmente não gostei de tantas pontas soltas e achei que o final é muito explícito, indo na contramão de toda a sutileza que a série apresentou até aqui. Para mim, toda aquela sequência de “algum tempo depois” matou o suspense e a imaginação, deixando tudo com cara de uma novela da Globo ou filme da Marvel. Mas conversando com um amigo, ele me chamou a atenção para que justamente esse final possa ser um ponto de virada entre o suspense e o terror, que se desenvolverá na próxima temporada. Só o tempo dirá.

[/SPOILER]

Mas e ai, o que você acha? Concorda, discorda, quer xingar alguém nos comentários? Fique a vontade, e não se esqueça de curtir e compartilhar com seus amiguinhos! Nos vemos em breve!

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