Maratonando – UnReal

A melhor série da Summer Season ever!

Primeiramente, sei que ficamos duas semanas sem as colunas recorrentes (Maratonando e Test Drive), o problema é que não tem série boa para falar, então fica meio difícil. Prometo que estou assistindo alguns pilotos e mesmo que sejam ruins, farei resenhas nas próximas quintas.

UnReal é um seriado que estreou em junho de 2015, fazendo dobradinha com a terceira temporada de Devious Maids, pelo canal Lifetime. Baseada no curta de Sara Gertrude Shapiro chamado Sequim Raze (2013), a produção conta a história dos bastidores de um reality show no melhor estilo The Bachelor, ou aquele da MTV com o Supla, sabe?

Não foi nossa surpresa quando descobrimos que tudo em um reality é falso, na verdade não posso dizer falso, mas encenado nos mínimos detalhes. Os produtores desse tipo de produção conhecem todo o histórico dos participantes e abusam disso, se precisam de cenas de choradeira, por exemplo, podem lembrar do pai da participante que morreu recentemente, ou do ex marido que a violentava. Nessa base de manipulação editorial que UnReal elabora seus plots.

O seriado nos apresenta duas grandes protagonistas, a primeira delas, uma das produtoras, Rachel Goldberg (Shiri Appleby) que é tida por alguns como o prodígio na obtenção de cenas importantes para a edição, porém justamente por esse motivo, sua vida é completamente conturbada e problemática. Por um lado, a produtora ama o que faz, criando assim um sentimento de auto rejeição, pois somente através da manipulação dos participantes que Rachel consegue suas melhores cenas.

A unreal2segunda personagem principal demora um pouco em seu desenvolvimento como protagonista, mais ou menos até o meio da temporada, mas quando deslancha, ela realmente vai que vai, Quinn King (Constance Zimmer) é uma das grandes chefes da produção, sendo praticamente a dona da porra toda, e também enfrenta problemas de aceitação em sua vida. Sua maior questão envolve seus sentimentos por Rachel, as vezes a tratando como filha, e as vezes como rival.

No círculo de personagens recorrentes, encontramos os pares românticos das protagonistas, Jeremy (Josh Kelly), o cinegrafista/aspirante a diretor de arte, e Chet (Craig Bierko), esse sim, o grande chefão do programa, ligados a Rachel e Quinn respectivamente. Alguns produtores extras, Jay e Shia, e os participantes da temporada do reality show, completam o elenco.

Falando em participantes, esse é uma das ideias interessantes do seriado. Não é necessário fazer como American Horror Story, ou Legends of Tomorrow e anunciar que cada temporada será antológica, pois como tudo não passa de um programa de TV, os personagens mudarão a cada season. Esse método tira um pouco do ar pesado que é criado em algumas séries, porque as histórias são mais desprendidas e se fecham em arcos anuais.

Por fim, o seriado é extremamente inovador, em relação as bases que se apoia, e como tudo apresentado pelo Lifetime, não existem problemas em exibir cenas de sexo, drogas e brigas. Até digo que Everlasting (o reality show fictício) teve a melhor temporada de todas.

Coloco UnReal no meu Top 3 da summer season facilmente, a segunda temporada estreou na semana passada e vai durar 10 episódios, como a primeira. A parte boa é que já foi confirmada até 2017, então não precisamos ter muito medo de cancelamentos até o ano que vem.

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