SuperGameBrothers #20 – O legado da pirataria no Brasil

Sejam bem vindos a mais um episódio do Super Game Brothers, o podcast de games aqui do Plataforma Geek! No episódio de hoje os Brothers Anderson,  MurilloJapa e Tonim Furioso fazem uma retrospectiva da pirataria no Brasil. Relembramos os principais momentos do mercado paralelo de games em terras tupiniquins e compartilhamos nossas lembranças desse período.

Links mencionados:

Confira o Documentário Paralelos, sobre pirataria no Brasil, clicando aqui.

Episódio do Extra Credits sobre o Brasil. Clique aqui para assistir (não esqueça de ativar as legendas no vídeo).

História da chegada do Atari e os consoles clone no Brasil. Clique aqui.

 

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Edição: Anderson, Vitrine: Tonim Furioso

 

Sobre Anderson Souza

Anderson Souza
Estudante de Biomedicina, admirador de jogos e vagabundo semi profissional.

Veja Tambem

SuperGameBrothers #28 – Games e música

Sejam bem vindos a mais um episódio do Super Game Brothers, o podcast de games …

  • Anubis_Necromancer

    É inegável que a pirataria ajudou muito e atrapalhou muito o desenvolvimentos de muitos consoles.
    Lembro como se fosse ontem quando peguei pela primeira vez no controle de um NAZA, um nintendoclone que eu achava que era original, já que para ser sincero, eu só conhecia o Atari (que também teve muita pirataria) e o Odyssey, mas isso é história para outro cometário.
    http://cdn1.campograndenews.com.br/uploads/tmp/images/5120273/640×480-1625601c886f6d1b0e2e174ce8f91918.jpg
    Atari- Se houvesse u prêmio para o primeiro console open source, ele ganharia com facilidade

    O Naza me apresentou uma gama enorme e mais bonitas do que os do Atari e pude compreender (não a primeira vista), que existiam outros consoles.

    Logo depois disso, conheci um amigo que tinha um NES original, e quando vi ele, estranhei de cara, já que era maior que o Naza e o jeito de colocar o cartucho era mais fácil.
    http://www.computinghistory.org.uk/userdata/images/large/PRODPIC-41673.jpg
    http://www.arcadepunks.com/wp-content/uploads/2016/02/nes-cart-728×409.jpg
    Naza e Nes – Imaginem minha cara quando descobri sobre a pirataria que na época eu achava algo bem errado…

    Depois disso, pesquisando pela única fonte de informação que tinha acesso na época, as revistas de video game, que eram desse meu amigo que já que nem sabiam que elas existiam XD
    http://3.bp.blogspot.com/-XNDqVDoTh1A/Tw9SomVT5_I/AAAAAAAAAHU/qhKAljuUaE4/s1600/Revistas_De_Games_Antigas_Nacionais.jpg
    Revistas de games, antes da Internet elas salvaram muita gente

    Pude conhecer outros como o Dynavision 2 e o Phantom System (esse usando a carcaça de um Atari 5200 que nunca foi lançado no Brasil) entre outros, alias o primeiro console que comprei era um Hi-Top Game da Milmar (na verdade eu queria um Turbo Game, mas como era de segunda mão e por 70 reais na época, estava dado…).
    http://1.bp.blogspot.com/-O8XA6VPegv8/UbEVV9cjzAI/AAAAAAAAALg/CONKfgafm1g/s1600/DSC00379.JPG
    Turbo Game da CCE (Começou Comprando Errado), primeiro Nintenclone com capacidade dos dois padrões de fitas

    Anoas mais tarde (encurtando a história para não ficar massante), peguei um Snes e com ele já não me importava mais em comprar jogos piratas, até porque não haviam pirateado o console diferente do Nes, que até hoje o hardware dele ainda era volta e meia lançado com carcaças novas.
    enfim, as fitas apenas ajudaram a vender o console, principalmente a versão brasileira lançada primeiro pela Playtronic e depois pela Gradiente, que infelizmente custava mais do que o importado, a única vantagem era a assistencia tecnica.

    Por isso os jogos piratas ajudaram a vender o console.

    Passamos para a geração seguinte e ali sim, a coisa começou a parecer uma Tortuga, já que a mídia em si, o CD de 700 mb, facilitava muito sua pirataria, e os poucos originais (de fundo preto), era mais pelo cd de demonstração que vinha no PS1 e no Saturn.
    http://mlb-d1-p.mlstatic.com/14479-MLB95116552_96-O.jpg
    Isso matou a fome de muito pirateiro na Efigenio Sales.

    Com a geração posterior, os consoles começaram a ficar mais avançados e com isso, rodar jogos piratas se tornou dificil, pois haviam as travas que proibiam eles de rodarem.
    Dai surgiram os modchips, sendo o mais conhecido como o Matrix Infinity
    https://i.ytimg.com/vi/91aV4TVdzPo/maxresdefault.jpg

    E com isso, repetindo o que houve com as gerações anteriores, permitiu que vendessem os hardware, não importando o quanto eram caros (lembro do meu amigo comprando um Ps2 fat desbloqueado por 3 mil reais no lançamento, eu meio que não acredito nisso, já que o Ps4 vendido por 4 mil já deu o que falar…).
    Claro que devido a nova midia, os processos de pirataria meio que tentaram arrumar um meio para sobreviver, lembro que meu amigo após comprar um Ps2 fat, ele comprou o jogo Devil May Cry separado em 8 cds! Já que os gravadores de dvds eram caros e a mídia também, sendo que não compensavam ainda vende-los baratos (comprava jogos de ps2 por até 20 reais nos camelos da minha cidade).

    Claro, nem tudo foi flores e muitos consoles meio que morreram de maneira.
    Um exemplo foi Dreamcast, o último console da Sega, por usar uma midia de 1gb que com o pirateamento do “veado”, poderiam rodar jogos em cds de 700mb, fazendo a procura dos jogos originais, caros na época, decretar o fim do console prematuramente.
    http://i42.tinypic.com/2rfves2.png
    Imagem do destruidor de sonhos e esperanças da Sega.

    Atualmente, a pirataria é algo combatido por todas as desenvolvedoras, quase que como uma guerra injusta, já que enquanto houver procura ou preços caros em jogos, sempre haverão pessoas que darão um jeito de burlar o bloqueio nos consoles.

    • Anderson

      Grande Anubis. Valeu mais uma vez pelo excelente feedback! É bizarro saber q no começo a pirataria era focada nos consoles né? A gente se acostumou tanto com a ideia de piratear os jogos por causa do Ps1 e Ps2 que ficou marcado como o metodo default de pirataria.
      Bacana você ter comentado do Dreamcast, mesmo com essa esquema dele poder rodar os cds de 700mb os jogos acabavam ficando capados, sem cgs, musicas e etc, isso era zoado, mas era o unico jeito da galera jogar. É inegável o quanto a pirataria ajudou o ps1 e o 2 principalmente. No começo a pirataria do ps2 era meio dificil, como vc mesmo comentou mas depois o play2 com o matrix foi virando commoditie kkkkkkk. Mais uma vez valeu pelas histórias meu querido, um abração.

      • Anubis_Necromancer

        Uma curiosidade entre o PS2 e o GC, é que apesar do GC ser superior, ele não fez sucesso devido a midia usada nele.
        https://i.ytimg.com/vi/KkKX-nU9fX4/maxresdefault.jpg
        Comparação entre RE4 de GC e PS2

        Já que no PS2 você também tinha um dvd player, algo que na época era novidade.
        E por isso o destravamento do Ps2 era mais suave do que o do GC.
        No GC você precisaria de dois modchips.
        Um para destravar o jogo e outro para o canhão girar no sentido como os demais.
        Sim, o motorzinho do GC rodava de maneira contrária, dificultando a pirataria.
        O que causou a fuga do público alvo para a maior rival da Nintendo naquela hora.

        • Nissin Lemos

          Essa midia do Gamecube lembra aqueles CDs de manual e drive de alguns hardwares offboard que eram vendidos quando os computadores não custavam 12mil reais e ainda não eram feitos de metal liquido.

  • Maycon M. Teixeira

    Que delícia ouvir a musiquinha “You are a Pirate” do início… É a mesma que usávamos lá no Piratacast. Foi o primeiro GameBrothers que ouvi e curti. No momento estou construindo a minha máquina arcade que englobará todos os consoles lançados até a geração do Nintendo64, incluindo os Arcades. Não sei se já foi falado desse assunto em algum podcast anterior, mas #FikDik. Que tal falarem de máquinas MultiJogos?
    Olha o bicho vindo, muleke!
    https://uploads.disquscdn.com/images/dc21c72607ef59f13258fda8b9b24edaba538a18fbd4d3dd8460e620fca52e5b.jpg

    • Anderson

      Opa Valeu pelo feedback Maycon! Um dos momentos mais bacanas da edição foi poder colocar as musiquinhas, e quando a gente entrou num acordo sobre esse tema a “you are a pirate” foi a primeira a vir na minha cabeça kkkk.
      Parabéns pelo projeto, vai ficar massa demais! Manda foto pra gente quando estiver pronto, quero ver como vai ficar essa delicia ai kkk. Inclusive valeu pela sugestão, maquinas multijogos são um ótimo tema, tem uns modelos muito interessantes, como o RetroN 5 por exemplo, vamos fazer um cast sobre com certeza. Mais uma vez obrigado pelo coment broder 😉

    • Anubis_Necromancer

      Vai usar uma Raspberry Pi?
      Até o momento é a plaquinha que mais se usa para esse tipo de coisa.
      Eu e um amigo, chegamos a projetar algo similar, mas para consoles de mesa, só que devido a complicações acabamos desistindo do projeto, mesmo com a carcaça “construida” no Corel e até mesmo controles customizados (usei um de Wii Classic como base para ele, pois para mim é melhor do que o do ps2 generico
      http://celsite.vteximg.com.br/arquivos/ids/158702-420-420/6311_1_20120911131554.jpg

      Atualmente eu tento manter o projeto meio vivo, mesmo que só nos concepts.

      Algo similar é o que os piratas vendem, chamado Infanto
      https://imgnzn-a.akamaized.net/2015/01/02/02153044410243.jpg
      Ou o Snes PC feito pela Hercules Game
      https://jogos.uol.com.br/ultimas-noticias/2016/02/26/pirataria-brasileiro-faz-sucesso-vendendo-snes-com-milhares-de-jogos.htm

      • Maycon M. Teixeira

        Esse é o primeiro e eu farei com um PC até um pouco parrudo que eu tenho aqui porque além dos consoles que eu citei, pretendo colocar alguns games de PC mais atuais. Tenho muitas placas antigas aqui que também dão suporte aos consoles e antes de investir no raspberry pretendo queimar todas elas em multijogos para sobrinhos, amigos, venda, sei lá, hehehe. No facebook, existem muitos grupos que falam sobre construção dessas máquinas e todos elogiam muito as máquinas com raspberry pi 3,que dizem rodar liso os consoles mais antigos e nun futuro, se o negócio vingar (e as placas de PCs do meu estoque acabarem), passarei a fazer dessa forma mesmo!

        • Anubis_Necromancer

          Se tiver uma fonte real de 550 pra cima vamos fazer jogo XD

          • Maycon M. Teixeira

            Não sou revendedor de hardware, trabalho com manutenção e suporte somente nas horas (nunca) vagas… Depois de juntar tanto refugo de clientes que vão abandonando pcs velhos, resolvi montar os arcades…

  • Renato Sevegnani

    Em desenvolvimento de software, o que é protegido é a forma, o código do programa e em diversos momentos, o visual. Se você desenvolver um leitor de arquivos XLS, por exemplo, que não utilize a estrutura de código e nem atinja as patentes determinadas, o seu software será legal.
    Conseguir interpretar um arquivo (ROM, por exemplo) utilizando código diferente do utilizado e patenteado, portanto não seria considerado ilegal.
    Softwares de código aberto como Open Office, GIMP, etc, não são vendidos e permitem editar arquivos de criação/formato proprietários de empresas como Microsoft e Adobe. Eles não são ilegais.
    A propriedade intelectual é defendida e preservada.
    Caso meu entendimento esteja incorreto, me corrijam.

    • Anderson

      Grande Renatão! Pelo que a gente havia pesquisado aqui previamente seria isso mesmo. Esse seria um dos fatores que garantem a legalidade do software de emulação já que a estrutura do código é diferente do console que ele emula. Com as Roms que a história fica mais complicada mesmo.
      Valeu pelo excelente comentário e um abração!

  • esse discurso de que o emulador é de boa mas a rom é crime me lembrou uma galera que dizia que era contra venda de anime em respeito aos fansubers, mas alugava fingindo que não sabia que eles eram contra também.

  • houve mudança de mentalidade ou mudança de poder de compra da galera?

    • Nissin Lemos

      Eu acho que uma coisa anda do lado da outra nesse caso Richard, de pouco adiantaria a galera se conscientizar sem ter poder de compra, o que não deixa de ser uma realidade aqui né, ter que pagar 2 mil reais em um console e depois 200 reais e um game é pra poucos.
      Porem eu acredito que o brasileiro faz muito mais questão de ter o produto original e a possibilidade de usufruir de recursos online que os jogos e as plataformas oferecem.